Domínio gringo: Estrangeiros comandam todas as equipes nas semifinais da Copa do Brasil

Pela primeira vez na história, técnicos de fora do país monopolizam a reta final do torneio, consolidando o sucesso de escolas táticas internacionais no futebol brasileiro

A Copa do Brasil de 2026 consolidou um marco histórico em sua reta final: a hegemonia absoluta dos técnicos estrangeiros. Salvo mudanças drásticas de percurso em outros torneios, as semifinais e a decisão do mata-mata nacional serão inteiramente disputadas por comandantes importados. A tendência se confirmou nesta quarta-feira com as classificações do Palmeiras, do português Abel Ferreira, e do Vasco, liderado pelo compatriota Pedro Emanuel, que eliminaram os últimos brasileiros da disputa, Cuca e Jair Ventura, respectivamente.

O argentino Eduardo Domínguez já havia garantido o Atlético-MG entre os quatro melhores ao superar o Cruzeiro na terça-feira. O último assento nesta mesa será definido no clássico gaúcho, que opõe o Grêmio do lusitano Luis Castro ao Internacional do uruguaio Paulo Pezzolano. Esse cenário inédito reforça a crescente influência e o alto índice de sucesso das escolas táticas de fora — especialmente a portuguesa e a sul-americana — no calendário nacional.

Criada em 1989, a competição teve seu primeiro campeão estrangeiro apenas em 2020, justamente com Abel Ferreira à frente do Palmeiras. Agora, com a garantia antecipada de que a taça ficará nas mãos de um técnico nascido fora do Brasil, o torneio reflete o atual momento estrutural dos clubes do país. As diretorias apostam, cada vez mais, em projetos e metodologias lideradas por profissionais internacionais como caminho mais curto e sólido para alcançar a glória no futebol brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *